
Não fica claro se existe texto alternativo ou se o Voice Over detecta o texto da foto. De qualquer maneira, não há uma descrição da fotografia de Bolsonaro — elemento que contribui para a construção de sentido da notícia. Por outro lado, a manchete e a cabeça estão legíveis, com bom contraste de cores e tamanho adequado, o que permite a leitura sem grandes dificuldades.
Entretanto, ao observar a legenda, nota-se que o primeiro parágrafo não trata do que está sendo noticiado no card – a formação da maioria – mas sim da retomada do julgamento. Essa falta de alinhamento entre a legenda e o post pode gerar certa confusão no leitor, que precisa chegar ao terceiro parágrafo para compreender o que de fato aconteceu.
Além disso, destacam-se os períodos longos e construções textuais complexas, que não explicam a notícia de forma objetiva e acabam dificultando a compreensão.O CTA também deixa a desejar. Ao utilizar a abreviação “bio” (biografia), a publicação não oferece orientações claras de como o usuário pode acessar a informação completa.

A imagem não apresenta texto alternativo, mas o Voice Over foi capaz de interpretar o título da notícia. A manchete e a cabeça estão legíveis, com bom contraste de cores e tamanho adequado, o que permite a leitura sem grandes dificuldades. Aqui, percebe-se o uso da abreviação de Estados Unidos no título — algo questionável, já que não há necessidade de economizar espaço ou caracteres, como ocorre em outras plataformas. Esse uso pode gerar confusão para parte do público.
Neste caso, porém, a legenda dialoga melhor com o título da matéria. Com apenas dois parágrafos e linguagem mais objetiva, o texto consegue entregar a notícia sem grandes penduricalhos. Ainda assim, repete-se o CTA confuso: ao utilizar a abreviação “bio” (biografia), a publicação não oferece orientações claras sobre como o usuário pode acessar a informação completa.

A publicação no Facebook segue um modelo diferente das outras analisadas. Ao contrário das demais, esse post traz uma legenda que não reproduz uma matéria do jornal nem tenta direcionar o usuário ao site. O texto apenas elenca os crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado. Apesar de objetiva e, de certa forma, explicativa, a legenda não conversa plenamente com o título – já que no card aparece apenas Bolsonaro, enquanto a legenda se refere a todos os réus – e também falha em oferecer contexto para a compreensão mais ampla da notícia.
Partindo do pressuposto de que o usuário irá se informar apenas pelo post, ele sai sabendo por quais crimes Bolsonaro foi condenado, mas sem acesso a outras informações relevantes sobre o fato, como, por exemplo, quais ministros do STF votaram.Além disso, o post é acompanhado por um card com foto, que não possui descrição alternativa. A legibilidade, contudo, é bem resolvida, com bom contraste de cores, tamanho adequado e escolha eficiente de fonte.

A publicação apresenta pontos positivos. A legenda traz uma contextualização sobre o conteúdo da matéria, destacando os principais pontos do discurso de Lula na ONU. Dessa forma, complementa as informações presentes no link, que se limita ao título e à foto do presidente.
Por outro lado, o post não conta com um CTA claro que indique ao usuário que é possível clicar para acessar a matéria completa. Além disso, ao final da legenda, há uma chamada para um vídeo presente dentro da reportagem. No entanto, a forma como ela está escrita pode levar à interpretação de que o vídeo está disponível logo abaixo da publicação. Para tornar o conteúdo mais acessível e intuitivo, seria importante sinalizar melhor quais ações o usuário precisa realizar para acessar as informações completas e os conteúdos complementares.
X (antigo Twitter)

A publicação vem acompanhada de um card, fator que a diferencia de outros conteúdos editoriais na plataforma e agrega sentido à notícia. Por ser uma replicação do card publicado no Facebook, ele não possui descrição alternativa, embora apresente boa legibilidade.
Olhando para o post como um todo, ele dialoga melhor do que a versão do Facebook, já que a legenda acrescenta informações ao que é apresentado no título. Contudo, como nesse caso a legenda é o primeiro elemento a aparecer na leitura, a ordem das informações pode se tornar um pouco confusa para quem utiliza leitor de telas, por exemplo.
Ainda assim, neste post o CTA cumpre melhor o papel de indicar como acessar mais informações sobre a notícia, inclusive utilizando um emoji de seta para sinalização. Poderia ser mais claro ao informar que o link leva à matéria completa, mas já funciona razoavelmente bem ao mostrar que é ali que o leitor encontrará mais detalhes.

Diferentemente do seu post par no Instagram, essa publicação traz apenas o título e o link para a matéria, sem acrescentar qualquer informação adicional ou mesmo apresentar um CTA claro que guie o usuário.
Por se tratar de uma matéria cotidiana — ou seja, mais objetiva, curta e informativa —, entende-se a escolha desse formato, possivelmente fruto de um processo de automatização. Ainda assim, cabe questionar se o conteúdo não poderia ser mais elaborado, trazendo mais informações na legenda ou ao menos um CTA que convidasse à leitura completa.
TikTok

A publicação analisada é um recorte de uma reportagem do Jornal da Record. Isso acontece porque o perfil @R7 no TikTok tende a priorizar conteúdos sobre crimes e vídeos virais. Temas políticos, em geral, não fazem parte da linha de publicações do portal na plataforma.
A replicação ocorre por meio da verticalização de um programa pensado e veiculado para TV, em formato horizontal, o que já cria uma barreira em sua adaptação ao ambiente digital. Além disso, por se tratar de um conteúdo televisivo, ele também carrega problemas de acessibilidade comuns à TV.
Um exemplo disso é a falta de audiodescrição das imagens de cobertura utilizadas na reportagem, que são fundamentais para a construção de sentido da matéria — afinal, sem elas, o conteúdo se aproximaria de um programa radiofônico. A ausência de legendas também é um ponto importante: elas não foram inseridas nem mesmo na versão verticalizada, deixando o vídeo dependente apenas das legendas automáticas da plataforma. Além disso, o título da matéria foi posicionado em uma área que não dialoga bem com o conteúdo, chegando em diversos momentos a bloquear a visualização das imagens.
Com relação à legenda, sua construção é um pouco confusa. Com estruturas textuais complexas para um lead jornalístico, ela não traz informações novas e ainda cria outra barreira ao recorrer a muitos termos do juridiquês sem explicar o fato noticioso de forma clara. Fica evidente que esse conteúdo não foi pensado para o TikTok, o que compromete tanto o entendimento da notícia quanto o seu próprio acesso.

Não foi possível localizar, no perfil do Jornal da Record no TikTok, a matéria sobre a ida de Luiz Inácio Lula da Silva à ONU, nem outras publicações relacionadas ao tema no dia 21 de setembro. Também não foram encontradas postagens ligadas à temática da acessibilidade. Dessa forma, optou-se por analisar uma publicação do dia 23 de setembro, relacionada à participação de Lula na Assembleia Geral da ONU.
A publicação repete problemas de acessibilidade já observados em conteúdos televisivos. A ausência de legendas e de audiodescrição das imagens compromete o entendimento da notícia e evidencia uma adaptação limitada ao ambiente digital.Por outro lado, a legenda apresenta pontos positivos. O texto é objetivo, direto e utiliza uma linguagem simples — característica importante para a compreensão rápida nas redes sociais. Mesmo de forma sucinta, a legenda complementa o vídeo, contextualiza o usuário e entrega a informação principal sem excesso de texto.
