Instagram

Não fica claro se existe texto alternativo ou se o Voice Over detecta o texto da foto. De qualquer maneira, não há uma descrição da fotografia de Bolsonaro — elemento que contribui para a construção de sentido da notícia. O estático, por outro lado, adota boas práticas: o “urgente” aparece como H1, em letras garrafais e destacado por uma faixa vermelha, enquanto o título é objetivo, em tamanho grande e com boa legibilidade, favorecida pelo gradiente preto aplicado sobre a imagem.
Com relação à legenda, o UOL segue um modelo próprio de construção. A informação do título não é simplesmente repetida, funcionando mais como um complemento ao que já foi apresentado na imagem. O texto é bem estruturado, com linguagem simples, o que facilita a compreensão do esquema de votação dos ministros. Os emojis são utilizados para dar destaque a pontos específicos, sem excesso que prejudique leitores de tela, e as hashtags estão corretamente escritas, com uso adequado de maiúsculas e minúsculas.

Apesar da pauta, não há menção explícita ao Dia da Pessoa com Deficiência, o que indica que a escolha pode não ter sido guiada pela efeméride. Ainda assim, a matéria dá destaque ao esporte paralímpico, algo que não foi feito por grande parte dos veículos jornalísticos. Ao evitar termos estigmatizantes e não enquadrar a narrativa como “superação”, o portal adota uma abordagem mais adequada, ampliando a diversidade de enfoques na cobertura.
Em relação ao conteúdo, o título poderia ser melhor construído. Ao fazer referência ao desenho Avatar — algo mais nichado —, acaba limitando a compreensão para parte do público, que pode não entender o sentido da frase, ainda mais porque ela não é retomada na legenda. O vídeo também não conta com audiodescrição nem com locução jornalística que ajude a contextualizar o que acontece em cena, o que pode dificultar o entendimento, especialmente pela presença de uma narração em língua estrangeira.
Além disso, o vídeo apresenta um recurso típico do ambiente digital: a divisão de tela em duas partes. Nesse caso, a duplicação pode poluir visualmente o conteúdo, que, em vez de focar apenas na prova, também exibe uma foto do momento. Ainda assim, o recurso é utilizado para dar destaque ao fenômeno retratado, que, devido à rapidez da competição, poderia passar despercebido. Dessa forma, a imagem contribui para a construção de sentido da notícia.
Já a legenda cumpre bem seu papel ao explicar o termo “bolha de ar”, utilizado no título, além de ser objetiva e concisa.
Facebook


Ambos os posts se limitam a trazer o título da notícia, sem qualquer complemento ou contextualização. Além disso, não há indicação clara do link para a página do jornal — embora ele esteja acoplado, não é devidamente sinalizado. Também não há qualquer indicação de como acessá-lo, o que acaba criando mais uma barreira para que o usuário chegue à informação completa. Para quem utiliza leitor de tela, a experiência se torna ainda mais confusa, já que a informação aparece duplicada: o título é lido tanto no texto do post quanto na imagem do link.
Além disso, o segundo post não explica o termo “bolha de ar”, utilizado no título, o que pode causar certa confusão no entendimento do fato noticioso – fato inclusive que é mencionado por usuários nos comentários da publicação.
X (antigo Twitter)
O UOL não possui presença ativa no X atualmente. O principal perfil do portal, @UOL, deixou de ser atualizado cotidianamente em 30 de agosto de 2024, data em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão imediata e completa do funcionamento da plataforma no Brasil.
O perfil @UOLEsportes, onde a matéria sobre o nadador chinês foi publicada, chegou a ter uma retomada esporádica em abril, com algumas publicações isoladas. No entanto, até a data desta análise, o perfil voltou a ficar inativo, assim como os demais perfis do portal na plataforma.
TikTok

Diferentemente das outras publicações analisadas, o vídeo do voto de Cármen Lúcia pelo UOL é o único que apresenta legenda — e não apenas isso, mas uma legenda de fato legível, com fonte maior e grafia adequada. O título também acompanha o vídeo, contribuindo para contextualizar a cena.Por outro lado, não há audiodescrição nem locução que ajude a situar o fato, o que se mostra relevante, já que o leitor de telas não consegue interpretar que está escrito. Nesse sentido, a audiodescrição seria fundamental para complementar o entendimento da notícia.
Já a legenda, embora seja concisa, não é tão objetiva e faz uso excessivo de jargões jurídicos para explicar o tema. Seria mais adequado recorrer a sinônimos ou até explicitar, de forma mais simples, os crimes pelos quais os réus estavam sendo julgados, facilitando a compreensão. Ainda assim, no geral, o post cumpre bem seu papel informativo, com hashtags bem construídas e sem um CTA confuso, funcionando como um produto informacional mais completo em si.

A publicação é uma replicação do vídeo publicado no Instagram do portal, com a mesma legenda e demais elementos — portanto, repete os mesmos problemas do original. O título é confuso ao fazer referência ao desenho Avatar, o que acaba limitando a compreensão para parte do público, já que o sentido da frase pode não ser entendido — ainda mais porque não é retomado na legenda.
O vídeo também não conta com audiodescrição nem com locução jornalística que ajude a contextualizar o que acontece em cena, algo essencial, especialmente porque o áudio pouco contribui para explicar a situação e o leitor de telas não é capaz de interpretar vídeos. Apesar disso, a legenda cumpre bem seu papel ao explicar o termo “bolha de ar”, utilizado no título, além de ser objetiva e concisa, detalhando as circunstâncias da vitória do nadador chinês.
