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Post estático do UOL sobre julgamento da trama golpista. A imagem mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro dentro de casa, usando blusa verde. Bolsonaro aparece sentado, com a cabeça baixa e uma das mãos sobre a boca, em posição de reflexão. O título “STF forma maioria para condenar Bolsonaro” aparece sobre a imagem. O texto da publicação informa que a maioria foi formada após voto da ministra Cármen Lúcia.

Não fica claro se existe texto alternativo ou se o Voice Over detecta o texto da foto. De qualquer maneira, não há uma descrição da fotografia de Bolsonaro — elemento que contribui para a construção de sentido da notícia. O estático, por outro lado, adota boas práticas: o “urgente” aparece como H1, em letras garrafais e destacado por uma faixa vermelha, enquanto o título é objetivo, em tamanho grande e com boa legibilidade, favorecida pelo gradiente preto aplicado sobre a imagem.

Com relação à legenda, o UOL segue um modelo próprio de construção. A informação do título não é simplesmente repetida, funcionando mais como um complemento ao que já foi apresentado na imagem. O texto é bem estruturado, com linguagem simples, o que facilita a compreensão do esquema de votação dos ministros. Os emojis são utilizados para dar destaque a pontos específicos, sem excesso que prejudique leitores de tela, e as hashtags estão corretamente escritas, com uso adequado de maiúsculas e minúsculas.

Vídeo publicado pelo UOL sobre o Mundial de Natação Paralímpica. O vídeo é dividido em duas telas: uma mostra o nadador chinês Jincheng Guo de perto durante a prova, enquanto a outra apresenta a piscina e a plateia ao redor. As imagens destacam o atleta nadando próximo à superfície da água, formando uma bolha de ar ao redor da cabeça enquanto avança na piscina. O título “O ‘Avatar’ da natação? Chinês repete bolha de ar e leva ouro no mundial Paralímpico” aparece no vídeo. A publicação explica que a técnica reduz a resistência da água e ajudou o atleta a conquistar a medalha de ouro.

Apesar da pauta, não há menção explícita ao Dia da Pessoa com Deficiência, o que indica que a escolha pode não ter sido guiada pela efeméride. Ainda assim, a matéria dá destaque ao esporte paralímpico, algo que não foi feito por grande parte dos veículos jornalísticos. Ao evitar termos estigmatizantes e não enquadrar a narrativa como “superação”, o portal adota uma abordagem mais adequada, ampliando a diversidade de enfoques na cobertura.

Em relação ao conteúdo, o título poderia ser melhor construído. Ao fazer referência ao desenho Avatar — algo mais nichado —, acaba limitando a compreensão para parte do público, que pode não entender o sentido da frase, ainda mais porque ela não é retomada na legenda. O vídeo também não conta com audiodescrição nem com locução jornalística que ajude a contextualizar o que acontece em cena, o que pode dificultar o entendimento, especialmente pela presença de uma narração em língua estrangeira.

Além disso, o vídeo apresenta um recurso típico do ambiente digital: a divisão de tela em duas partes. Nesse caso, a duplicação pode poluir visualmente o conteúdo, que, em vez de focar apenas na prova, também exibe uma foto do momento. Ainda assim, o recurso é utilizado para dar destaque ao fenômeno retratado, que, devido à rapidez da competição, poderia passar despercebido. Dessa forma, a imagem contribui para a construção de sentido da notícia.

Já a legenda cumpre bem seu papel ao explicar o termo “bolha de ar”, utilizado no título, além de ser objetiva e concisa.



Facebook

Post com link do UOL sobre julgamento da trama golpista. A imagem mostra ministros sentados no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal durante sessão. O ambiente possui bancada de madeira e cadeiras posicionadas ao centro do plenário. O título “Maioria do STF vota pela condenação de Bolsonaro por associação criminosa” aparece na publicação.
Post com link do UOL sobre o Mundial de Natação Paralímpica. A imagem mostra o nadador chinês Jincheng Guo durante prova de natação, formando uma bolha de ar ao redor da cabeça enquanto nada próximo à superfície da água. O título “Chinês repete ‘bolha de ar’ e leva ouro no Mundial de natação paralímpica” aparece na publicação.

Ambos os posts se limitam a trazer o título da notícia, sem qualquer complemento ou contextualização. Além disso, não há indicação clara do link para a página do jornal — embora ele esteja acoplado, não é devidamente sinalizado. Também não há qualquer indicação de como acessá-lo, o que acaba criando mais uma barreira para que o usuário chegue à informação completa. Para quem utiliza leitor de tela, a experiência se torna ainda mais confusa, já que a informação aparece duplicada: o título é lido tanto no texto do post quanto na imagem do link. 

Além disso, o segundo post não explica o termo “bolha de ar”, utilizado no título, o que pode causar certa confusão no entendimento do fato noticioso – fato inclusive que é mencionado por usuários nos comentários da publicação. 



X (antigo Twitter)

O UOL não possui presença ativa no X atualmente. O principal perfil do portal, @UOL, deixou de ser atualizado cotidianamente em 30 de agosto de 2024, data em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão imediata e completa do funcionamento da plataforma no Brasil.

O perfil @UOLEsportes, onde a matéria sobre o nadador chinês foi publicada, chegou a ter uma retomada esporádica em abril, com algumas publicações isoladas. No entanto, até a data desta análise, o perfil voltou a ficar inativo, assim como os demais perfis do portal na plataforma.



TikTok

Vídeo publicado pelo UOL no TikTok sobre julgamento da trama golpista. O vídeo mostra a ministra Cármen Lúcia durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal enquanto apresenta seu voto. As imagens acompanham o julgamento no plenário e destacam o posicionamento da ministra pela condenação dos réus do núcleo central da trama golpista. O título “Cármen vota para condenar todos os réus do núcleo 1 da trama golpista” aparece no vídeo.

Diferentemente das outras publicações analisadas, o vídeo do voto de Cármen Lúcia pelo UOL é o único que apresenta legenda — e não apenas isso, mas uma legenda de fato legível, com fonte maior e grafia adequada. O título também acompanha o vídeo, contribuindo para contextualizar a cena.Por outro lado, não há audiodescrição nem locução que ajude a situar o fato, o que se mostra relevante, já que o leitor de telas não consegue interpretar que está escrito. Nesse sentido, a audiodescrição seria fundamental para complementar o entendimento da notícia.

Já a legenda, embora seja concisa, não é tão objetiva e faz uso excessivo de jargões jurídicos para explicar o tema. Seria mais adequado recorrer a sinônimos ou até explicitar, de forma mais simples, os crimes pelos quais os réus estavam sendo julgados, facilitando a compreensão. Ainda assim, no geral, o post cumpre bem seu papel informativo, com hashtags bem construídas e sem um CTA confuso, funcionando como um produto informacional mais completo em si.

Vídeo publicado pelo UOL no TikTok sobre o Mundial de Natação Paralímpica. O vídeo é dividido em duas telas: uma mostra o nadador chinês Jincheng Guo de perto durante a prova, enquanto a outra apresenta a piscina e a plateia ao redor. As imagens destacam o atleta nadando próximo à superfície da água, formando uma bolha de ar ao redor da cabeça enquanto avança na piscina. O título “Chinês repete ‘bolha de ar’ e leva ouro no Mundial de natação paralímpica” aparece no vídeo. A publicação explica que a técnica reduz a resistência da água e ajudou o atleta a conquistar a medalha de ouro.

A publicação é uma replicação do vídeo publicado no Instagram do portal, com a mesma legenda e demais elementos — portanto, repete os mesmos problemas do original. O título é confuso ao fazer referência ao desenho Avatar, o que acaba limitando a compreensão para parte do público, já que o sentido da frase pode não ser entendido — ainda mais porque não é retomado na legenda.

O vídeo também não conta com audiodescrição nem com locução jornalística que ajude a contextualizar o que acontece em cena, algo essencial, especialmente porque o áudio pouco contribui para explicar a situação e o leitor de telas não é capaz de interpretar vídeos. Apesar disso, a legenda cumpre bem seu papel ao explicar o termo “bolha de ar”, utilizado no título, além de ser objetiva e concisa, detalhando as circunstâncias da vitória do nadador chinês.

Capa do Manual "Boas Práticas em Acessibilidade para Jornalistas nas Redes Sociais"

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Um manual para orientar a produção jornalística nas redes