Acessibilidade não pode ficar fora do feed
Um estudo sobre como o jornalismo social first tem lidado (ou não) com a inclusão de pessoas com deficiência — e um site que testa formatos mais acessíveis na prática.
Um estudo sobre como o jornalismo social first tem lidado (ou não) com a inclusão de pessoas com deficiência — e um site que testa formatos mais acessíveis na prática.
As redes sociais se tornaram um dos principais espaços de consumo de notícias no Brasil. Mas, em meio as timelines e à busca por números, uma pergunta ainda permanece esquecida: quem realmente consegue acessar essas informações?
O Fora do Feed investiga como o jornalismo voltado para redes sociais tem lidado com a acessibilidade digital e a inclusão de Pessoas com Deficiência. A partir da análise de publicações de veículos jornalísticos, o projeto discute os desafios do modelo social first e apresenta caminhos para uma comunicação mais democrática.
Além das análises, o site apresenta referências e um manual de boas práticas para jornalistas e produtores de conteúdo. Tudo isso em uma plataforma desenvolvida com recursos de acessibilidade pensados para ampliar o acesso à informação.
Em Sobre o projeto, você encontra o glossário de termos-chave e as normas técnicas que orientam a pesquisa. Em Análises, estão as 29 análises de veículos jornalísticos brasileiros realizadas, além da seção de Resultados, que resume os principais dados encontrados. Em Boas Práticas, está disponível para download o manual “Boas práticas em acessibilidade para jornalistas nas redes sociais”. E em Referências, a bibliografia e os especialistas entrevistados que embasaram o projeto.
Porque comunicar também é garantir que as pessoas possam participar da conversa.
Acessibilidade digital significa garantir que qualquer pessoa consiga acessar, compreender e interagir com um conteúdo, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas. Entre as principais deficiências consideradas neste projeto, estão:
Para leitores de tela e pessoas com baixa visão, todas as imagens do site contam com descrição alternativa, e a paleta de cores foi pensada para manter contraste adequado entre texto e fundo. No manual em PDF, esse cuidado se estende às imagens explicativas, que também receberam texto alternativo, além da definição manual da ordem de leitura, verificada com o Adobe Acrobat. As analises foram descritas por meio de audiodescrições.
A navegabilidade do site foi ampliada com o plugin WP Accessibility, facilitando o acesso ao conteúdo por meio de teclado e outros métodos alternativos de navegação, sem depender exclusivamente do uso do mouse.
Tanto o texto das páginas quanto as audiodescrições produzidas seguiram princípios de linguagem simples, priorizando frases diretas e estrutura clara, ampliando o acesso para o público em geral.
O site não incorpora vídeos — todo o conteúdo está em texto, imagem e PDF —, então não houve necessidade de legendas ou transcrição de áudio. Ainda assim, a linguagem simples usada ao longo do conteúdo favorece o entendimento do texto para aqueles que possuem o português como segunda língua.